quinta-feira, janeiro 19, 2006


as memórias,

em prece

vasculhando-nos a mudez estanque

dos ossos

- ontem, éramos meninos brincando na rua;

hoje, esquecemos a cor da chuva –

[fugiram-nos os segredos do sol poente]

8 comentários:

Amélia disse...

Excelente este poema da emória.Um abraço

Valéria disse...

o sol poente... o céu cheio de estrelas... ter de entrar pra dentro de casa com a mãe chamando e não querer... a mãe chamando... há coisas que a gente esquece... outras não.
um beijo

topazio2004 disse...

O ontem não existe, mas os segredos do sol poente, esses sim...o segredo está em conservá-los sempre na caixinha das nossas memórias!
beijinhos com muitos segredos
teresa

lazuli disse...

Belo como sempre. Mas difícil nas suas entrelinhas.

marianna t. disse...

Segredos que calam sempre, depois que a madrugada já se faz alta, e não perdoam nem os que fogem do sono para não se desfazer das lembranças. São frios, e insensíveis.


Bjoo!

Adriana disse...

Olá, Douglas
Sempre surpreendente
sempre imagens vivas
sempre bom vir aqui!

bjs

Cristiano Contreiras disse...

Simples nostalgia imperante...

abraços

Celso disse...

os meninos estão mortos (pelo menos os meus), mas teu poema pulsa de dor.

saudações