terça-feira, fevereiro 28, 2017

aonde repousas
se o céu ficou preso aos pesadelos de infância
e sob meus pés encontro apenas
silêncio ruína e dor

as estações transfiguradas em lugar algum
tenho medo do adeus que não pude dizer-te
tenho medo daquilo que não sei
tenho medo

e sem tuas mãos por velar meu partir
sob as pálpebras repousará  sequer um sonho
que não o do menino aninhado em teu colo
escutando antigas canções de ninar 

sexta-feira, janeiro 20, 2017

peco em mim

naquilo que não estás


porque nua, porque puta


porque amiga


porque irmã


terça-feira, janeiro 17, 2017

esqueces meu nome meu rosto teus amanhãs

já não sabes de nós, preso ao que resta de cada poente


[vês uma foto. me carregavas no colo. o que dizem teus olhos?]


envelheces e é só teu o silêncio


que nos traz de volta a esse lugar.