terça-feira, junho 20, 2006


o chão de tacos corridos
era memória inventada
como era faz-de-conta
a joaninha germinando primavera
à sombra da acácia
que trouxe a minha mãe de volta
para embalar-me canções de ninar
porque deus às minhas preces
finalmente ouvira
e carregara a morte pro lado de lá

8 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Lembrou-me de uma música, da letra de uma canção.

hábraços

CeciLia disse...

Inventa, poeta! Inventa a realidade que a joaninha habita. Inventa que a morte anda longe. Sonha, poeta. Que mais há a fazer?

Beijo, cuide-se bem.

pedro pan disse...

, em faz-de-conta. memória inventada ou não, leve o mal para longe.

|abraços meus|

tb disse...

porque finalmente a nuvem vai clareando?!
Abraços

Igor Augusto disse...

Qdo começei a ler seu blog, pensei que suas palavras se tratavam de reflexos de uma loucura e só.
Mas, após adentrar no íntimo de suas idéias, percebi que vc é tão louco como qualquer um de nós. A diferença é que sabe canalizar sua loucura em palavras quentes -- diferente da ralé dos insanos, como eu.
Seu blog é mto bom!
Parabéns!
x)

Keila Sgobi disse...

Outro de criança!!

:)

Ana Luar disse...

Eu concordo com o Igor... tu és tão louco como qualquer um de nós... tv pk todos inventamos... tu além de inventar sonhas... e no sonho levas a morte a um lugar inexistente... adorei este post.

Rubens da Cunha disse...

esta aura trágica que vc agrega aos teus escritos, esta mãe presente em cada sílaba, este levantamento minucioso da tristeza e da esperança são as coisas que fazem a tua posia muito original.
abraços
rubens