domingo, agosto 24, 2008

"prelúdio ao homem de palha". (não-livro) tomo I


angelus

é preciso inventar um dia de sol e de paz. rirão de mim, dizendo a lucidez escorrer pelos cantos da minha boca e que a aflição dos meus órgãos, desastre, desagrego, rumará comigo até o fim. à porta, são vozes confusas e apressadas a paisagem que me esmiúça o desespero. ergo os fantasmas e sigo. sombras, destino. afã, amargura. há tormentos lacrados em meus olhos, horizonte a me espreitar. há um aporte ao que resta da minha dignidade. anjos ecoarão meu nome.

6 comentários:

Adriana Costa disse...

Aqui, alimentando-me.
Bjos @>--

luciana bezerra disse...

precisamos ser criativos todos os dias

monomaníaco disse...

Esse texto parece, lembra, dialoga com um Heiner Miller de alguma época, época em que os anjos tinham data certa de chegada à Terra. Esses cemitérios são incríveis! No Santa Izabel há esculturas barrocas, de uma arte muito sencível. O Soledade é um verdadeiro parque, é a história de "nossa" Cidade.

Fernando Rozano disse...

e levarão o teu nome longe e ao mesmo tempo o deixarão próximo.

Rubens da Cunha disse...

nao acredito que tua força lírica não esteja em livro ainda. urge, companheiro, urge concedê-la ao espaço branco do papel.

tb disse...

e anjos ecoarão teu nome no altar dos poetas! :)
Gostei muito, muito!
um não livro que o deveria ser.
beijo