quarta-feira, agosto 13, 2008

I
tão distantes de ti, meu deus
os caminhos que me trouxeram aqui
e só agora eu sei-los,
regresso

II
tão incerta de mim, meus deus
a fé que me alimenta de esperança
e só agora eu sei-la,
anomia

III
pois se a ti coube, meu deus
escrever o que será meu destino
sou em quem traz nas mãos as linhas
tortas

5 comentários:

Lu Bezerra disse...

sem palavras ;~

Eternilles disse...

Incrivel como o estômago não se acostuma, ele sempre doi com o soco dessas palavras...
Fé, esperança...nos levam a tanto lugares...as vezes é melhor nem tê-las.

Ricardo Valente disse...

Deus, feito de nós. É nós. Linhas tortas... O presente é que nos destina. Gostei muito! Abraço.

Tina disse...

E eu gosto de ler escritos teus, por linhas tortas ou não: gosto.

beijo grande,

tb disse...

porque somos escolhas de caminhos...
Gosto tanto de te ler, D. :)
grande abraço