domingo, abril 27, 2008


tardavam a surgir
sempre aos montes
respirando de par em par
entre sobreiros e vielas
descalços, lá longe
escrevendo destinos
destroçando esperanças
como se fossem deus
porque não se importam
com as tardes desmoronando
em murmúrios a nos consumir
os sonhos, vagarosamente

6 comentários:

tb disse...

Podem levar-nos tudo, mas que não nos levem os sonhos.
As tuas palavras sempre de poeta.
beijos meus

Luciana Marinho disse...

senti foi a solidão
quando se olha pro alto..
..gesto inconcluso.
sem fim.

abraços!

Fernando Rozano disse...

é a vida em suas vidas e em seus destinos, os sonhos afugentando e sendo afugentados...bárbaro, Douglas. abraços.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Opa!

Abraços,

*CC*

scaramouche disse...

parabéns pelo blog.

Leila Saads disse...

O cotidiano tem um poder corrosivo, tem que cuidar para não nos enferrujar a alma.

Beijos!