segunda-feira, março 03, 2008


descobrira com a morte do avô
que ao respingar nos telhados
memórias deixadas para trás
a chuva escreve o destino
de cada um de nós

(deságüe do céu
àqueles que ficam
revela segredos
nascidos dos anjos)

6 comentários:

Valéria disse...

a morte é daquilo que menos sabemos e talvez por isso mesmo, ela nos ensine alguma coisa sobre a vida... mas não sei.
um beijo

Elcio disse...

A morte tbem é vida, afinal, dela faz parte.
O fim? Esse nao existe, tanto q espero ser poeta um dia, ainda q em outra vida...rssssss

É isso ai.
[ ]´s

CeciLia disse...

Que imagem bonita, Douglas. A da foto e a do poema. A chuva no telhado desaguando destinos...

Abraços, boa semana

Fernando Rozano disse...

a memória, o destino, o esquecimento...não precisamos ser condenados, precismaos viver e guardar na alma os dias de chuva e os de sol, assim, o ciclo se completa antes de os segredos serem revelados. belo, como sempre. abraços.

Edilson Pantoja disse...

"Ser" é viver e morrer ao mesmo tempo, na mesma intensidade. Não pode ser diferente.

Maria disse...

os teus sussurros são sempre muito interessantes..