segunda-feira, junho 04, 2007


a morte
arrasta nosso peso

com parcimônia
vasculha nossas certezas
com arrogância
proclama seu não-fim

cuidadosa

não esquece
de nós

8 comentários:

Menina_marota disse...

Senti um arrepio a ler-te. E comovi-me...

Um abraço ;))

marcia cardeal disse...

Tenho tentado entrar aqui, em vão. O sistema por algum motivo, cai. Aproveito a "sorte" de agora pra te dizer tudo o que você já sabe. Teus textos não precisariam de imagens minhas, como supões: é tudo completo, denso, como você. Beijo daqui deste lugar gelado.

Rubens da Cunha disse...

Perfeito e incisivo, como sempre.
estou cortado aqui.
abraços
Rubens

Fernando Palma disse...

Muito bm feito, Douglas, esse seu poema. Os outros também.
Vou e volto e me contento coma evolução dos amigos. A cada retorno.

[]´s!

Tempestade disse...

Ela não esquece ninguém, mas para ser vitoriosa, precisa forjar em nós os esquecimentos.
(Estou faminta, sobrinho...)

Ana disse...

Se as palavras são eternas... esqueçamos a morte.

Maria disse...

De fato. Mas nós nos esquecemos praticamente sempre dela...

cm disse...

gosto das tuas escritas...de alma cheia