quinta-feira, agosto 18, 2005


Aumentando, os abismos trazem horizontes. O sol. A lua. Estrelas amontoadas e terrenos baldios [tudo centrado no medo de estacionar, ficar perdido nas margens do nada] Meus delírios amanhecem antes do canto dos galos. Minha infância resiste na fluidez das retinas. No espaço entre as palavras que pinto, perco-me em mim mesmo. Quando a lucidez descer escada abaixo, quem estará de pé diante da porta? Quem dirá boa-noite aos filhos que terei? Desobstruirei as imagens tecidas em poesia. Dos meus ossos ressurgirei o destino. Teus olhos castanhos de chuva me pertencerão.

2 comentários:

marcia cardeal disse...

Entrevejo o sol a pino. Alaranjado e quente o coração da cidade enquanto você não dorme: teu coração é azul e desliza entre palavras.

Carlos Besen disse...

É realmente muito bom que teus "delírios amanheçam". Ainda que vomites, gostaria dessa imagem como café da manhã.