quinta-feira, agosto 12, 2010

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tudo desaba em mim
a rota que me trouxe ao silêncio,
lugar onde me despeço do medo.

incrédulo, não devolvo aos mortos
que me são caros
a dor de ter restado, sozinho.

eles ficam-me em desespero
à espera de um próximo dia
manchado de destino e adeus.

6 comentários:

Odara disse...

Poxa, de verdade.. obrigada!

Ádlei Duarte de Carvalho disse...

Lindo poema!

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Lindo poema!

Anônimo disse...

depois de tanto tempo em silêncio, descobri ele é que tem medo de mim. denso sempre, Douglas e feliz por estar aqui. meu abraço.

Inajara disse...

Olá,
Gostei muito do seu trabalho... acabei de conhecer seu blog, é muito bom! Vou indica-ló.

Maeles Geisler disse...

não devolvo aos mortos
a face crua. É sólida a minha ausência.

Bjs
Maeles