quinta-feira, agosto 12, 2010

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tudo desaba em mim
a rota que me trouxe ao silêncio,
lugar onde me despeço do medo.

incrédulo, não devolvo aos mortos
que me são caros
a dor de ter restado, sozinho.

eles ficam-me em desespero
à espera de um próximo dia
manchado de destino e adeus.

6 comentários:

Odara disse...

Poxa, de verdade.. obrigada!

Ádlei Duarte de Carvalho disse...

Lindo poema!

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Lindo poema!

Fernando Rozano disse...

depois de tanto tempo em silêncio, descobri ele é que tem medo de mim. denso sempre, Douglas e feliz por estar aqui. meu abraço.

Inajara disse...

Olá,
Gostei muito do seu trabalho... acabei de conhecer seu blog, é muito bom! Vou indica-ló.

Maeles Geisler disse...

não devolvo aos mortos
a face crua. É sólida a minha ausência.

Bjs
Maeles