segunda-feira, setembro 08, 2008

"prelúdio ao homem de palha". (não-livro) tomo I


hymn


girassóis adoecem em minhas entranhas, eu disse, enquanto dava-lhes as costas como se fosse possível esquecer quem são. míseros, como ousam julgar meus atos? sabem vocês a crueza das palavras a roer meu crânio? restos de esperança espumaram em minha boca, mas vocês aqui não estavam quando os chamei pelo nome. condeno-lhes a rastejar, então. porque há cores que escapam ao envelhecer e disso vocês não sabem. porque há desertos invioláveis sob meus pés e isso vocês não suportam. porque na terceira manhã pari-me imune à paz interior e por isso vocês padecem. devolvo aos que ficam as memórias. roubo-lhes a vigília. esmorece o céu. anjos venerarão meu nome.

4 comentários:

Tina disse...

Olá!

E " porque há cores que escapam ao envelhecer "... e disso eu sei.

beijo,

Carla disse...

são essas cores que afastam as dores
beijos

Valéria disse...

com sabor de ar contido após uma respiração opressa....
ainda está a percorrer meu sangue... a (des)oxigenar-me...
as vezes vc me dói.
um beijo

tb disse...

sao essas as cores que escapam que nos enchem de sonhos e vontade, sempre!
abraço