domingo, dezembro 09, 2007



por fim, despertara
muito embora ainda não soubesse
pois há tanto tempo caminhava entre escombros
arrastando suas memórias como quem envelopa um adeus
que agora não passava dum forasteiro de si próprio

por fim, descansara
antes fosse esse homem feito de palha
com as mãos estendidas ao infortúnio
descobrindo à sombra da solidão
que a felicidade é um lugar possível de sonhar


(agosto chegara ao fim quando abriu as janelas do quarto
e esperou os primeiros raios do sol)

3 comentários:

Fernando Rozano disse...

a memória, sempre ela, entre sombras e esquecimentos, também é sol, quando se despede ao fim do dia. denso e forte. belo, Douglas. Abraços.

minina disse...

é, até ter consciênia d q devemos esperar os raios d sol, para, finalmente, espreguiçar e tirar a poeira d cima do espírito, o caminho é longo e as penúrias se transformam em obstáculos qse intransponíveis... ainda bem q o amor é feito d plástico: recicla-se e molda-se. rsrssr
bjo.


http://colheradas.zip.net

Fab disse...

E o sol entrou destruindo todo bolor e cheiro de mofo. (Pareceu com que vivi, mto legal)