quarta-feira, novembro 07, 2007


era sombra
resquício de horizonte esmigalhando a noite
acuado nas retinas do medo

era grito
tumor latejando sonhos desfeitos
emparedados às margens do amanhã


era homem

homem era

4 comentários:

Fernando Rozano disse...

na alma do medo descobri as margens da manhã, e nelas o medo sem alma, a noite era o horizonte sem a sua linha. abraços.

Tempestades Internas disse...

O amanhã...manhã.Estive fora. Voltei. Visite-me.Abraço Grande.E como sempre, maravilhoso.

Valeria disse...

os seus poemas sao como maos que se aproximam suaves e queimam quando encostam...
um beijo

Maria disse...

o
peso
da
humanidade...

Abraço