ao rubens da cunha
colo sob as pálpebras
a cidade que não me reconhece
perdidas em memórias
suas casas paralelepípedos e praças
vivem em quimeras
a criança que em mim não sei mais

corriam e gargalhavam e falavam alto
e guerreavam travesseiros
e acendiam e apagavam as luzes
e suavam e suavam como crianças encapetadas,
os anjos da guarda
enquanto o menino sonhava
o beijo da mãe a despertar-lhe ao amanhecer
porque estava longe, nos sonhos, da maldita morte
que veio e a levou embora dali...
(a vida segue a trair-nos alastrando a crença
na felicidade duradoura
porque tolos, tolos é o que somos)
pro amigo esquilo, outra vez.


por fim, despertara
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