
I
não sou habitado por silêncios:
antes sonho-me posse da noite
e meus demônios partem, sozinhos.
II
de minha infância resta um copo de prata:
ocupo-me de atalhos a quem não sou
meus registros parem memórias baldias
III
o medo guarda algo de espeerança:
oculta-se das preces o labor
remendamos os erros de deus ao concedermos perdão
IV
escuta o pai adormecer-nos filho:
em seus olhos havia ternura
coisa que há muito deixamos para trás















